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Uma Baita Jogada: Rasgando o protocolo

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Rasgando o protocolo

Eu sei. Vocês sabem. O Blog é, sim, sobre Marketing Esportivo. Mas eu não conseguiria me manter omisso ao fato único que acabo de presenciar. Este relato é baseado na emoção. Inter cinco, Paraná um. Sequer vi a partida direito. No setor da Guarda Popular, de onde costumo torcer, a visão não é das melhores. Só sabia que um dos gols havia sido feito por Magrão e outro pelo Fernandão, de pênalti. Sei também que Abelão foi um maestro. Mexeu no time com ousadia e obteve o resultado.

Um jogo incrível. Para entrar na história. No jogo de ida, em Curitiba, a equipe paranaense nos aplicou um placar de dois a zero. Um resultado horrível. Um dos piores possíveis. Mas não era hora de desacreditar. A torcida nunca abandonaria o time numa hora dessas. Afinal, como cantam os Colorados “Somos todos teus seguidores, para sempre vou te amar.”

E, o que já era complicadíssimo, ficou ainda pior. Logo no início do jogo, o Inter perdeu um jogador. Jonas, me parece. E o Paraná abriu o placar. Não quero ler outros textos para saber quem fez o gol. Quero apenas me situar na emoção que passei e passo. Um gol fora na Copa do Brasil é praticamente mortal. O agregado era de três a zero para o time paranaense. Mais o gol fora. Ou seja, um empate no número de gols dava a vantagem a eles.

Mas o Inter foi heróico. Supersticioso, vestiu o uniforme totalmente branco. Foi com ele que bateu os poderosos Barcelona e Internazionale, de Milão. Com o apoio de sua torcida apaixonada, ao som de “Vamo, vamo, Inter”, cresceu e, logo em seguida, empatou o jogo. Empatou mais ou menos. Ainda faltavam três gols para a classificação.

E o Inter conseguiu. Fechou o primeiro tempo com o placar de três a um. Só bastava mais um gol. Mas o Inter fez mais. Magrão fez o quarto. Um lindo gol. Pelo meu ângulo de visão, pareceu ter sido um gol de voleio. O Inter segurava o jogo, dava balões e investia nos contra-ataques do brilhante Nilmar. Em mais uma jogada, o craque sofreu pênalti. Fernandão converteu. Era o que faltava para a festa dos Colorados. Um dia onde tudo parecia que daria errado. Mas a torcida teve fé. E o Inter foi Gigante.

Um show do time, um show do Abel, um show da torcida. Um show particular de Magrão, Andrezinho, Fernandão e Nilmar. Muito difícil escolher apenas um, como melhor em campo. Uma noite perfeita e eterna. O Inter entra definitivamente como candidato ao título da Copa do Brasil.


Para não dizerem que não falei nada sobre Marketing, o jogo contou com painéis de led, controlados pela Traffic, que detém os direitos de patrocínio e promoção da Copa do Brasil. Sem dúvida, ótimo aos anunciantes, que têm suas marcas expostas em uma novidade que chama a atenção dos torcedores e das pessoas que acompanham o jogo pela televisão. Cada marca ocupa todas as placas por vez. Os anúncios são em cores vibrantes e animados, o que destaca ainda mais os patrocinadores.

Bom, precisava do desabafo. O próximo texto certamente será sobre o mundo dos negócios no esporte. Até breve. Se meu coração conseguir relaxar.


Fotos: Jefferson Botega e Valdir Friolin/zerohora.com

10 comentários:

Anônimo disse...

Haja o que houver
passe o que passar
aonde for jogar
também vou estar
sempre a te apoiar
eu canto,bebo e brigo
pelo nosso amor
eu canto,bebo e brigo
não temo ao perigo
pelo nosso amor
e dale dale inter
e dale dale inter
dale dale eo
dale dale eo
dale dale eo

tomas disse...

Que jogo meu deus.pra entrar na história.raça,amor,luta,entrega, sentimento de indignação e, principalmente, de respeito e amor a essa torcida que tanto ama esse colorado

Vinicius Grissi disse...

Realmente classificação fantástica e heróica do Inter. Já era de se esperar, mas depois de levar um gol logo no início, parecia impossível uma virada.

O Inter é candidatíssimo ao título da Copa do Brasil.

Daniel Leite disse...

Confesso que não acreditava no êxito do Inter. Ainda mais quando passou a precisar fazer quatro gols, diante da derrota parcial para o Paraná. Foi, de fato, fantástico. Agora, vem Palmeiras ou Sport.

Até mais!

Bruno disse...

W. Tardelli neles!

Carlão Azul disse...

Foi mesmo um jogo pra não ser esquecido, como chamamos aqui em Minas jogos desse tipo do meu time, um PÁGINA HERÓICA....


Saudações Celestes
AQUI TEM NOTÍCIAS
AQUI TEM DISCUSSÃO: DIA DO GOLEIRO
ENTREM E SINTAM-SE A VONTADE

Ricardo disse...

Comecei a visitar o blog por causa das várias citações que meu Atlético anda recebendo por aqui...
Não querendo desmerecer o Inter, campeão do mundo com o Gabiru, que conta com o Marcão e com minha simpatia no Rio Grande do Sul...
Mas que o juiz deu uma ajudinha, não se pode negar...
Um abraço e continue com a qualidade nos seus textos!

Leandrus disse...

hahahaahhahaha! Um dia o Felipe ia ter que mostrar sua paixão pelo Inter no blog dele, rs!

Não estou te criticando não; essa foi uma daquelas atuações de dar orgulho ao torcedor. Eu até achava que dava pro Inter ganhar, mas quando vi o Paraná marcando primeiro, pensei logo: já era! Mas o time, como um bom time gaúcho, foi guerreiro e ganhou com sobras.

Ateh!

Tiozinho disse...

Pena que existe o Juventude!

Felipe Hammes Rodrigues disse...

Ricardo, falar de Marketing Esportivo, sem citar o Atlético Paranaense, é como falar da Seleção Olímpica, sem considerar Alexandre Pato. É um dos Clubes brasileiros que mais se movimentam no mercado. Obrigado pela visita e volte sempre. Sobre o jogo contra o Paraná, não foi bem assim. O único ponto discutível, em favor do Inter, foi a não-expulsão do Magrão. Por outro lado, houve um impedimento mal-assinalado do Adriano, onde ele já tinha até driblado o goleiro. O resultado não passou pelo Tardelli.

Leandrus, realmente, não havia como não me orgulhar do que havia acontecido. Uma virada para entrar na história. Você não foi o único a pensar que o jogo já havia acabado. Mas, a cada gol, os Colorados, dentro do Beira-Rio, tinham a certeza de que a virada era possível.

Hahaha. Meu grande amigo tio, o resultado não foi decisivo. Não duvide do Inter. Ainda há 90 minutos para buscar dois gols. No último, foram 83 minutos para marcar cinco.