Eu sei. Vocês sabem. O Blog é, sim, sobre Marketing Esportivo. Mas eu não conseguiria me manter omisso ao fato único que acabo de presenciar. Este relato é baseado na emoção. Inter cinco, Paraná um. Sequer vi a partida direito. No setor da Guarda Popular, de onde costumo torcer, a visão não é das melhores. Só sabia que um dos gols havia sido feito por Magrão e outro pelo Fernandão, de pênalti. Sei também que Abelão foi um maestro. Mexeu no time com ousadia e obteve o resultado.
Um jogo incrível. Para entrar na história. No jogo de ida, em Curitiba, a equipe paranaense nos aplicou um placar de dois a zero. Um resultado horrível. Um dos piores possíveis. Mas não era hora de desacreditar. A torcida nunca abandonaria o time numa hora dessas. Afinal, como cantam os Colorados “Somos todos teus seguidores, para sempre vou te amar.”
E, o que já era complicadíssimo, ficou ainda pior. Logo no início do jogo, o Inter perdeu um jogador. Jonas, me parece. E o Paraná abriu o placar. Não quero ler outros textos para saber quem fez o gol. Quero apenas me situar na emoção que passei e passo. Um gol fora na Copa do Brasil é praticamente mortal. O agregado era de três a zero para o time paranaense. Mais o gol fora. Ou seja, um empate no número de gols dava a vantagem a eles.
Mas o Inter foi heróico. Supersticioso, vestiu o uniforme totalmente branco. Foi com ele que bateu os poderosos Barcelona e Internazionale, de Milão. Com o apoio de sua torcida apaixonada, ao som de “Vamo, vamo, Inter”, cresceu e, logo em seguida, empatou o jogo. Empatou mais ou menos. Ainda faltavam três gols para a classificação.
E o Inter conseguiu. Fechou o primeiro tempo com o placar de três a um. Só bastava mais um gol. Mas o Inter fez mais. Magrão fez o quarto. Um lindo gol. Pelo meu ângulo de visão, pareceu ter sido um gol de voleio. O Inter segurava o jogo, dava balões e investia nos contra-ataques do brilhante Nilmar. Em mais uma jogada, o craque sofreu pênalti. Fernandão converteu. Era o que faltava para a festa dos Colorados. Um dia onde tudo parecia que daria errado. Mas a torcida teve fé. E o Inter foi Gigante.
Um show do time, um show do Abel, um show da torcida. Um show particular de Magrão, Andrezinho, Fernandão e Nilmar. Muito difícil escolher apenas um, como melhor em campo. Uma noite perfeita e eterna. O Inter entra definitivamente como candidato ao título da Copa do Brasil.
Bom, precisava do desabafo. O próximo texto certamente será sobre o mundo dos negócios no esporte. Até breve. Se meu coração conseguir relaxar.
Fotos: Jefferson Botega e Valdir Friolin/zerohora.com











