Google
Uma Baita Jogada: Atlético Paranaense
Mostrando postagens com marcador Atlético Paranaense. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Atlético Paranaense. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 29 de maio de 2008

Voltando

O Uma Baita Jogada ainda vive. Depois de dois milhões de dias sem dar as caras, o autor deste Blog volta a publicar as informações que estão acontecendo no mundo das cifras no esporte.

Neste período, ele foi vítima de assalto à mão armada. Levaram carro, carteira, celulares e a bolsa de sua mãe, que estava com ele. Neste período, ele se recuperou do susto. Neste período, ele teve de fazer todos seus documentos novamente. Neste período, ele teve algumas provas e trabalhos na Faculdade. Enfim, foi difícil dar tempo ao Blog. Neste período.

No Marketing, também ocorreram algumas novidades. Desta vez, bem legais.

O Corinthians, depois de ter criado sua própria agência de viagens, a TimãoTur, lançou um computador personalizado com sua marca, o PC Timão. O Marketing do Clube projeta que sejam vendidos 3.000 computadores por mês. O próximo passo é o desenvolvimento de celulares. Além disso, deverá fazer um DVD sobre a trajetória do Clube na Série B do Campeonato Brasileiro, possivelmente, com a ascensão à Série A, assim como o Grêmio fez com a “Batalha dos Aflitos”.

O Atlético Paranaense inovou de novo. Agora, foi a vez de o Furacão contratar o jovem Abdulla Al Kamali. O que seria um simples reforço pode ter uma boa explicação no Marketing: Al Kamali é natural dos Emirados Árabes, mesmo país do Emirates Group. Seria um indício de um novo naming right para a Arena? Ou o Atlético deseja maior exposição na mídia internacional? Ou seria, mesmo, apenas um “simples reforço”? O certo é que a contratação do primeiro jogador árabe por um Clube brasileiro está tendo muita repercussão.

O Biro-Biro venceu a eleição contra o Maradona, promovida pela Coca-Cola, por um voto, completando, com muito bom-humor, a campanha que esclareceu quem foi o melhor, na opinião dos brasileiros. Ao final do último vídeo da brincadeira, ‘Dieguito’ aparece falando: “No puede ser verdad! Voy recontar las tampitas.”

A Portuguesa lançou uma ação junto aos seus torcedores. Aproveitando o sucesso que o terceiro-uniforme de outros Clubes vem tendo, a Lusa definiu que sua torcida escolherá o novo modelo, que será na cor preta. A Cavalera, famosa grife de roupas, desenhou quatro camisas.

Por seu lado, o Cruzeiro decidiu ir pelo lado da Responsabilidade Social. Até quatro de junho, a Raposa estará recolhendo agasalhos nas três lojas Cruzeiro Mania. Quem doar alguma roupa concorrerá a três camisas oficiais do Clube. O sorteio ocorrerá no dia seguinte ao prazo final, será aberto ao público e contará com a presença dos jogadores Fabrício, Jadílson e Thiago Heleno. Ademais, a camisa do Cruzeiro foi eleita a mais bonita, dentre os participantes do Brasileirão, em pesquisa feita pela Revista Playboy com cinco especialistas.

O Náutico ousou. Pela quinta vez, fez alterações em seu distintivo. Agora, acrescentou mais uma estrela - a do título Pernambucano de 2001, ano do Centenário do Timbu. A inscrição ‘Náutico’ deverá ser retirada e o vermelho será mais escuro.

Na Série C, o Noroeste lançou uma promoção muito interessante aos seus torcedores. Quem quiser se antecipar e comprar os três ingressos para os primeiros jogos do Clube na competição pagará apenas 15 reais e terá a opção de adquirir mais quatro, pagando 20 reais a mais. 35 reais para sete jogos. Lotar o Alfredo de Castilho é dever da torcida.

Voltando a Belo Horizonte, o Atlético Mineiro apresentou seus novos fardamentos. Em ano de Centenário, o Galo homenageia seu passado e usa o primeiro símbolo da história do Clube. Como quase todas camisas de futebol, esta, desenvolvida pela Lotto, tem um preço elevado: 169,90 reais.

E, por fim, hoje, foi lançada, pelo Lance!, uma baita promoção destinada aos torcedores dos quatro grandes Clubes paulistas. A 'Camisa Histórica' entregará réplicas de camisas antigas de Corinthians, Santos, São Paulo ou Palmeiras aos leitores que juntarem 25 selos, que sairão diariamente no jornal a partir de quatro de junho, e pagarem 39 reais. Extraordinária! Certamente, será sucesso absoluto. As camisas antigas estão tendo muita aceitação há algum tempo.

domingo, 13 de abril de 2008

Mais caro que Copa do Mundo

Atlético Paranaense já poderia constar como sinônimo de negócio. Onde há polêmica, onde há novidade, onde há cifras, lá está o CAP. Por ter essa postura inovadora, muitas vezes acaba tendo de carregar o peso de ter apresentado uma grande mudança. Queremos ou não, o futebol brasileiro ainda é de visão predominante retrógrada.

Mas, desta vez, não chegou a ser o pioneiro. Clubes de Santa Catarina impuseram cotas para a transmissão do Estadual deste ano. A disputa está ocorrendo nos tribunais. O Furacão destacou-se mais que os catarinenses devido à sua grandeza.

Foi o fato mais discutido da semana passada. O Clube Atlético Paranaense anunciou que cobrará das emissoras radiofônicas, a partir do Campeonato Brasileiro (incluindo a Copa Sul-Americana), uma taxa de R$ 15 mil por partida. Se a empresa quiser comprar o pacote de 38 jogos da competição nacional, o preço é de R$ 456 mil. Atentem aos “38 jogos”. Isso quer dizer que seja na Arena da Baixada, seja no Maracanã, por exemplo, as rádios terão de pagar para transmitirem as partidas. Quero ver, caso o Furacão enfrente o Boca Juniors na Sul-Americana, o que uma emissora de Buenos Aires acharia disso. Pagar a um visitante. O valor será somente cobrado em caso de transmissões inteiras, não por flashes dos jogos.

Eu até acho que o pagamento é justo. As rádios recebem pelas cotas de publicidade. Ganham e usufruem da infra-estrutura do Clube. Acabam, portanto, lucrando por algo que não pagam ao anfitrião. Mas seria necessário, em minha opinião, haver um debate entre as partes interessadas. Não simplesmente o decreto do Atlético em seu site oficial. Também penso que a cobrança deveria ser feita apenas pelo mandante das partidas. E o principal, o valor da taxa. Vejamos:

Marcelo Ortiz, coordenador de Esportes da Rádio Banda B, afirma que foram pagos US$ 70 mil (aproximadamente R$ 118 mil) pelos direitos de transmissão dos 64 jogos da Copa do Mundo da Alemanha; 1,9 mil reais por jogo. Ou seja, o Furacão quer cobrar das rádios um preço quase oito vezes mais caro que o pago pelas partidas da maior competição de futebol do planeta. Acho que, dentro deste contexto, mil reais já seria um preço elevado.

Como disse, não sou contra a cobrança. O futebol não pode viver apenas das cotas da TV, de venda de jogadores, publicidade e bilheteria. Acredito que outros Clubes tomarão posturas semelhantes daqui a um tempo. Há de se valorizar suas marcas no mercado. O problema é o valor totalmente fora da realidade. Afinal, as emissoras também têm suas despesas, com funcionários, transportes, equipamentos, entre outras. E será que a mercadoria vale todo esse preço? Não ficando apenas no caso do Atlético. Mas no futebol brasileiro como um todo, onde os principais astros saem, rumo à Europa, em pouquíssimo tempo depois de estrearem como profissionais. Temos, sim, as melhores condições de fazermos do Campeonato Brasileiro o melhor do planeta. Mas nos falta organização e maiores investimentos. Acho que ainda não temos capacidade para cobrarmos um valor oito vezes mais caro que uma partida de Copa do Mundo.

Caso ocorra um boicote das rádios, o principal prejudicado será o torcedor do próprio Atlético. O Clube - que transmite suas partidas pela internet, apenas para os sócios - afirma que, caso nenhuma emissora se interesse, alugará espaços em rádios AM e FM para as transmissões de seus jogos. Mas será que é positiva uma narração inteiramente parcial? Ou os responsáveis (contratados pelo Clube) teriam coragem de criticar o time e/ou a Diretoria? Será que não há risco de algumas emissoras optarem por deixar de publicar informações sobre o CAP, em seus noticiários? Ou, então, cobrariam por minuto informado sobre o time? Afinal, também é uma forma de publicidade ao Clube.

E mais: quando o Furacão for atuar pela Copa do Brasil contra um time de uma região extremamente pobre, por exemplo. As emissoras não teriam, provavelmente, condições de arcar com os custos da transmissão. E o torcedor daquele Clube que não tiver condições de ir ao Estádio não poderá acompanhar nem via rádio? Não poderá saber informações sobre sua própria equipe? E os adeptos que vão ao estádio e têm o hábito de levarem o radinho de pilha para ouvirem as emocionantes narrações que este meio oferece teriam de deixar de lado essa característica histórica do futebol?

Isso tudo vai contra o tão comentado e elogiado Marketing Rubro-Negro. Os atleticanos, por seu lado, temem que sua equipe seja vista como antipática pelos outros torcedores brasileiros e pela imprensa nacional.

A Associação Brasileira dos Cronistas Esportivos já tomou partido: divulgou uma nota oficial, na qual diz: “Esquece sua diretoria o trabalho dos Cronistas Esportivos e das emissoras de rádio, do Paraná, que falam dezenas de horas, diariamente, sobre esporte, principalmente de futebol, informando, promovendo e enaltecendo, GRATUITAMENTE, o futebol Paranaense onde é destaque o Clube Atlético Paranaense.”

Espero não ser cobrado por estar falando o nome do Clube Atlético Paranaense. Talvez, eu passe a falar do Furacão como “o Clube de Curitiba que veste vermelho e preto”.


Foto: furacao.com

domingo, 6 de abril de 2008

Volta a Arena da Baixada

Dia 31 de março, segunda-feira, encerrou-se o contrato entre a Kyocera e o Clube Atlético Paranaense. O acordo tinha a duração de três anos, prorrogáveis por mais dois. Não houve interesse, de ambas as partes, de renovação.

Cogita-se que o Furacão recebia em torno de US$ 2 milhões anuais pela cessão dos naming rights e patrocínio na camiseta.

O Atlético queria, ao menos, dobrar esse valor. A quase certa participação da Arena da Baixada na Copa do Mundo de 2014, no Brasil, e a visibilidade que ela terá são os argumentos dos Dirigentes, para uma maior cota.

Entretanto, a empresa japonesa queria até diminuir seu investimento, alegando que esperava que o Clube obtivesse melhores campanhas durante esses três anos. Nesse período, o Atlético foi vice-campeão da Copa Libertadores e chegou às semifinais da Copa Sul-Americana. No Brasileiro, sua melhor colocação no Brasileirão foi o sexto lugar de 2005. Em 2006 e 2007, ficou na décima-terceira e décima-segunda posição, respectivamente.

Outro fator (primordial) que pesou foi a Rede Globo. A conduta de o grupo, em nenhum de seus veículos, não mencionar o nome de patrocinadores (como já foi dito neste Blog) certamente prejudicou a visibilidade da marca.

Agora, o Furacão buscará cotas de patrocínio separadamente. Uma para os naming rights do Joaquim Américo (nome oficial da Arena) e outra para estampar a camisa. Para o estádio, a intenção é de que se busque um investimento de maior duração – pelo menos até o final da Copa.

O Emirates Group está cotado para a compra dos “direitos de nome”, assim como faz com o Emirates Stadium, do Arsenal.

Para a tarefa de buscar novos investidores, o Clube contratou os serviços da estadunidense Premier Partnerships, líder no mercado de Marketing Esportivo do país. A empresa foi responsável por buscar naming rights para o estádio do FC Dallas, que mantém parceria com o Atlético. Hoje, seu nome oficial é ‘Pizza Hut Park’.

“Temos certeza de que com um contrato bem feito e uma estratégia de comunicação competente, o novo nome será usado e falado por todos”, disse Mauro Holzmanm, Diretor de Marketing do CAP, ao jornalista André Kfouri.

É impossível a idéia de os Clubes se organizarem e exigirem que, no contrato, houvesse uma cláusula para que todos veículos de comunicação pronunciem os nomes oficiais, ou seja, incluindo o patrocinador, quando houver? A Rede Globo (e todas as outras) deveria valorizar quem investe no esporte. Por outro lado, outra interessada no Campeonato Brasileiro, a Record, desistiu de comprar os direitos televisivos da competição, pois a proposta não permitiria que houvesse uma concorrência igualitária com a Globo. Até o final de 2011, a hegemonia continuará sendo da empresa da família Marinho.


Foto: furacao.com

quinta-feira, 27 de março de 2008

Atlético Paranaense promove “Caça ao Tesouro”

Mais um Atlético esteve de aniversário nesta semana. Depois do Centenário do Atlético Mineiro, terça-feira, ontem foi a vez de o Atlético Paranaense apagar suas velinhas.

Em seu octogésimo quarto ano de vida, o Furacão lançou um grande evento para estreitar relações do Clube com seu associado, na Kyocera Arena. A festa começou às 14 horas e seguiu até as 16 e contou com a participação de 500 atleticanos. Os torcedores deveriam procurar envelopes - que, num total de 84, dariam direito a brindes - nos corredores e cadeiras do Estádio.

Dentre os prêmios, estavam cachecóis, camisas oficiais, chuteiras, livros, pen drives, MP4 e até uma poltrona reclinável.

Uma baita jogada do Atlético, que deverá ter repetição em 2009. E serve de motivação para que os torcedores brasileiros se associem a seus Clubes de coração. O Sócio sempre terá preferência, em relação aos outros torcedores e alguns “mimos” a mais. O Furacão conta, hoje, com 5 mil associados, além de 8 mil donos de cadeiras.

Por iniciativas como essas, um excelente estádio (com faturamento por naming rights), uma torcida fanática, e uma organização diferencial, é que o Atlético é um dos grandes Clubes deste Brasil.

Foto: caparanaense.com