Novamente a multinacional austríaca Red Bull investe no esporte. Desta vez, no mercado brasileiro. Depois de Red Bull New York, time de ‘soccer’ dos Estados Unidos, Red Bull Salzburg, austríaco que atua tanto no futebol quanto no hóquei no gelo, Red Bull Racing e Scuderia Toro Rosso, equipes de Fórmula-1, e promoção de eventos esportivos como o Red Bull Air Racing e o Red Bull X-Fighters, a empresa cria o “Red Bull Brasil”.
O novo Clube, fundado em 19 de novembro de 2007, disputa a Segunda Divisão do Campeonato Paulista – que promove quatro equipes para a Série A3. Sua sede oficial é em São Paulo, mas, ao menos provisoriamente, mandará suas partidas no Moisés Lucarelli, Campinas, e treinará em Vinhedo. A empresa planeja a compra de um território em Campinas, para construção de um centro de treinamento para as categorias de base.
Para o comando do time, foi contratado o ex-craque Paulo Sérgio. O ex-jogador, tetracampeão mundial pela Seleção Brasileira, além de passagens por grandes Clubes, como Bayer Leverkusen, Bayern, de Munique, Corinthians e Roma, considera o projeto audacioso. “Nosso objetivo é obter o acesso para a Série A3 nesse ano” adianta. O jogador mais conhecido do Red Bull Brasil é o experiente Fubá, 32 anos, que chega com status de “astro”. Os maiores times que o volante já defendeu foram Corinthians, Fluminense e Schalke 04, da Alemanha.
Em campo, o estreante mostrou seu cartão de visitas. No último domingo, venceu o Sumaré, fora de casa, por dois a zero, gols de Fernandão e Thiago. Sua próxima partida é contra o Elosport, em Campinas, às 10 horas. O confronto deve anteceder o primeiro jogo da final do Paulistão entre Ponte Preta e Palmeiras, às 16, o que deve aumentar os holofotes sobre o novato.
Certamente, o Clube enfrentará a polêmica quanto ao seu nome. Daqui a uns anos, quando for jogar uma grande competição, órgãos filiados à Rede Globo tratarão o time como? RBB? Tarefa para os homens do Marketing resolverem. Já expressei minha opinião. Todos reclamam da falta de incentivo ao esporte. É obrigação que todos, públicos e veículos de comunicação, valorizem os investidores, falando os reais nomes das entidades.
A título de curiosidade, para o Red Bull New York, está prevista a construção do Red Bull Park.
No início de 2006, estava praticamente acertada a parceria da empresa com o Juventude, de Caxias do Sul. Entretanto não houve concretização do negócio. Especula-se que os Dirigentes alvi-verdes não concordaram com as condições do contrato, que previa a mudança dos cores, do nome da instituição, e até da administração do futebol. Ou seja, um Clube praticamente novo. Agora a empresa cria um Clube do zero, em busca de novos torcedores.
Sensacional a Red Bull em investir pesado no esporte e se firmar, cada vez mais, como grande potência e case de sucesso no Marketing Esportivo. É o tipo de investimento com retorno garantido.
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Prazer. Red Bull Brasil.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Naming Rights: Vale a tradição ou o dinheiro?
Em primeiro lugar, é necessário explicar o significado do termo, que ainda não é totalmente dominado pelas pessoas. Naming Rights, ou Direitos de Nome, é um acordo para aluguel do nome de uma casa de espetáculos, competição, ou complexo de esportes, para uma empresa dar o seu ao lugar por um determinado tempo, através de contrato.
Nos Estados Unidos e na Europa, o acordo é comum. Aliás, foi nos EUA onde pesquisadores acreditam que ele teve início. O Buffalo Bill concedeu o nome de seu novo estádio para a Rich Products Corporations, em 1973, por um milhão de dólares e um contrato de 25 anos de duração.
Alguns exemplos são o American Airlines, em Miami, a Allianz Arena, em Munique, o Emirates Stadium, em Londres, e a Kyocera Arena, em Curitiba. Em campeonatos, há a Copa Santander Libertadores.
O Arsenal, dono do Emirates Stadium, pelo contrato, receberá 150 milhões de euros durante 15 anos. Ficou acertado também que a companhia aérea de Dubai estamparia sua marca na camisa do Clube por oito anos.
Há pouco, a Juventus, de Turim, assinou com a italiana Sportfive. Assim, a nova Arena da equipe receberá o nome da empresa por 15 anos a partir de sua criação. A cada ano, a “Velha Senhora” arrecadará 6,25 milhões de euros pelo empréstimo dos direitos.
Brooks (1997) afirma que “Entre as motivações para uma organização investir em patrocínio esportivo, está a criação de uma identidade entre as marcas do patrocinado e do patrocinador, o que pode possibilitar o aumento nas vendas, na lealdade e no reconhecimento da marca do patrocinador junto ao público ligado ao esporte.”
Contudo, trocar o nome de um Estádio já existente entra em conflito com tradicionalismos. O Clube, o torcedor e a imprensa já estão identificados com o nome de sua casa. É, então, necessário fazer uma pesquisa para mensurar a viabilidade do projeto.
Além disso, há problemas com os meios de comunicação. Alguns não chamam a Equipe de Fórmula-1 Red Bull Racing pelo seu nome. Utilizam a sigla RBR. A mesma dificuldade é vivida na Kyocera Arena, chamada, às vezes, de Arena da Baixada, seu antigo nome. É preciso exigências nos contratos com os veículos para que estes usem seu nome oficial.
Também há entraves quanto à infra-estrutura. Empresas não investirão em locais que não apresentem condições de limpeza, segurança e conforto.
Apesar das dificuldades mencionadas, o Naming Rights é uma excelente estratégia de Marketing, que rende muito dinheiro. Há de prevalecer sobre o conservadorismo da mente das pessoas. No futebol de hoje, os Clubes não podem depender somente das vendas de jogadores e das receitas da televisão. É fundamental encontrar novas formas de receita.
Pela evolução dos Clubes Brasileiros!
Foto: arsenal.com
