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Uma Baita Jogada: Adidas
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sexta-feira, 21 de março de 2008

Quem dá mais?


As disputas dentro do futebol não se resumem somente às quatro linhas. Fora delas, as duas maiores marcas do segmento esportivo travam inúmeras batalhas em busca de um espaço para porem seu logotipo. A alemã, Adidas, e a norte-americana, Nike.

Em fevereiro, a Nike anunciou ser a nova fornecedora de material esportivo da Seleção Francesa, posto ocupado pela Adidas, por mais de trinta e cinco anos. O contrato terá início em 2011 e vigorará até 2018. Com o acerto, a americana desembolsará 42,6 milhões de euros anuais (!!), além de premiações por resultados. Em reais, cerca de 114 milhões. O antigo contrato rendia 10 milhões de euros à Federação Francesa de Futebol.

O estranho é que a mesma empresa paga à Confederação Brasileira de Futebol US$ 22 milhões, reajustados há pouco. Com a mudança, ficou combinado que haveria um novo acordo, caso houvesse um aumento de patrocínio para outra Federação. Segundo o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, a proximidade da Copa do Mundo de 2014, que será realizada no Brasil, poderá servir de argumento para o aumento. Basta? Não. Faltam os principais prós que o Brasil possui: Temos os melhores jogadores do mundo e somos detentores de cinco Copas do Mundo, contra apenas uma da França.

E tem mais disputa por aí. No início da semana, o Flamengo anunciou que pode trocar o swoosh pelas três listras. Além de uma proposta muito superior aos R$ 4,5 milhões que recebe anualmente, o Rubro-Negro alega prejuízos devido à falta de camisas oficiais em lojas do resto do Brasil. O contrato com a americana só termina na metade do ano que vem, mas o Mengão pede a rescisão de contrato.

Contudo, nem sempre a melhor proposta vence. Em 2007, a Nike ofereceu 50 milhões de euros por temporada à Federação Alemanha de Futebol, muito acima dos 11 que a Adidas pagava. A marca alemã, então, dobrou sua proposta e, mesmo com valores inferiores, renovou com a Seleção de seu país. Vitória do patriotismo!

quarta-feira, 19 de março de 2008

Francescoli e Zizou apresentam nova camisa do River Plate

Imagine poder contar com dois dos maiores jogadores da história do futebol mundial. Imaginou? Pois é. Torcedores do River Plate tiveram esse orgulho na noite de ontem.

Os Millonarios, apelido pelo qual também é conhecido o clube argentino, apresentaram seu uniforme para a temporada 08/09. O evento, para 300 convidados, contou com a participação de dois astros: o uruguaio Enzo Francescoli, um dos ídolos do River, e o francês Zinedine Zidane, convidado pela Adidas – patrocinadora do jogador e do Clube – e que esteve recentemente no Brasil.
Zizou, embaixador da marca alemã, é um confesso admirador do ex-atacante uruguaio, que jogou no Olympique de Marseille, clube onde o francês iniciou sua carreira. Zidane comprou quatro camisas do time argentino para presentear seus filhos. Um deles chama-se Enzo, uma homenagem ao seu ídolo.

A maior mudança na camiseta foi na tradicional faixa vermelha, que ficou mais larga. A gola será totalmente branca. Na parte superior das costas, agora, haverá a inscrição “El más grande”.

O francês foi convidado a assistir aos 13 minutos finais da partida interrompida entre River e San Martín, hoje. A partida terminou em 3 a 2 para o time do bairro de Nuñez.

O torcedor brasileiro poderia imaginar um evento desses contando com (guardadas as devidas proporções para cada caso):
- Reinaldo e o holandês Clarence Seedorf, no Atlético Mineiro, pela Lotto;
- Sicupira e os ingleses Michael Owen e John Terry, no Atlético Paranaense, pela Umbro;
- Bobô e novamente Seedorf, no Bahia, também pela Lotto;
- Rivelino e o holandês Ruud van Nistelrooy, no Corinthians, pela Nike;
- Tostão e o goleiro italiano Gianluigi Buffon, no Cruzeiro, pela Puma;
- Zico e Ronaldinho, no Flamengo, pela Nike;
- Didi e o próprio Zidane, ou Beckham, no Fluminense, pela Adidas.
- Renato Portaluppi e o camaronês Samuel Eto’o, no Grêmio, pela Puma;
- Falcão e Thierry Henry, no Internacional, pela Reebok;
- Ademir da Guia e novamente Zizou ou Beckham, no Palmeiras, pela Adidas;
- Pelé e também os ingleses Owen e Terry, no Santos, pela Umbro;
- Leônidas (se estivesse vivo), ou Rogério Ceni, e novamente Henry, no São Paulo, pela Reebok;
- Roberto Dinamite e o mesmo atacante francês (que costuma cantar o hino cruz-maltino), no Vasco da Gama, também pela Reebok

Como a Kappa, não patrocina grandes jogadores, a torcida do Botafogo poderia imaginar um evento desses com a apresentação de grandes ídolos, como Jairzinho e Nilton Santos.

Foto: Agência EFE